Dando seguimento ao blog, a sugestão para leitura é O fio da navalha, escrito por William Somerset Maugham, publicado em 1944 e adaptado para o cinema por duas vezes (em 1946 e em 1984), com o mesmo nome. Nunca assisti aos filmes, mas o livro é, certamente, fascinante.
Maugham expõe (magnificamente) os 'podres' da alta sociedade, a vida em função de uma imagem social e do dinheiro. Ao mesmo tempo, mostra que nem toda a elite é formada por seres ávidos por status; Larry Darrell é diferente de todos em seu meio: o jovem busca um bom motivo para a existência, um motivo que vá além do dinheiro e das convenções sociais. As reflexões de Larry levam o leitor a pensar juntamente com ele na razão da existência, no prazer do desprendimento material, no viver pelo bem do próximo, na simplicidade e humildade, na existência de um Ser Supremo.
Larry é capaz de centralizar toda a atenção para si em cada capítulo em que aparece, através de seus argumentos profundos e reflexivos.
O livro vai além e mostra as necessidades que cada um julga ter para satisfazer-se: dinheiro, felicidade, posição social, nobreza, prazer efêmero... Cada personagem tem a ambição maior por algo; Larry, no entanto é o que melhor soube definir o que precisava, a felicidade. Ele decide deixar toda uma vida social e parte em busca de um verdadeiro motivo para existir.
A leitura de O fio da navalha é, em minha opinião, indispensável. Passa a sensação de estar assistindo a tudo e faz desejar entrar na narrativa; é o que prende a atenção e faz (me fez) ficar imerso num universo paralelo: um universo que caminha sobre o fio de uma navalha.
E ao final de tudo, fica a incógnita: Larry, de fato, existiu?
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Sim existiu na minha opiniao. No meu livro na nota do tradutor sobre o autor, ele deixa a sugestão que Larry não existe e é apenas um alterego do Maugham, que acredito estar errônea. Maugham se mostra humilde e contido por todo o livro, atitude digna de um verdadeiro sábio que conhece a vergonha do auto elogio. Se esse Larry não existiu, o autor não é só um sábio mas tambem um criador de almas. Espero que algum historiador pesquise sobre a vida do Larry que se realmente foi alguem, tinha outro nome, pois nesse universo os nomes foram criados.
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